quarta-feira, 30 de novembro de 2011

POR DENTRO DOS FATOS VII

 Público escolar Janeiro/Outubro/2011

Olá novamente! Dessa feita vamos saber quantas pessoas das escolas das redes pública e privada foram atendidas no Museu do Indio de Janeiro a Outubro de 2011:
Instituições públicas:      211
Público escolar:          10.064

Instituições privadas:       215
                             Público escolar:           10.466
                                 
                            
                                  TOTAL GERAL DO PÚBLICO ESTUDANTIL
                                     20.530 PESSOAS ATENDIDAS



fonte:relatórios mensais do NUAPE

terça-feira, 29 de novembro de 2011

POR DENTRO DOS FATOS VI


                               PÚBLICO ESCOLAR NO MUSEU


Veja o quantitativo de público estudantil que o  Núcleo de Atendimento ao Público Escolar do Museu  do Índio/NUAPE recebeu nos meses de agosto a outubro de 2011:
Agosto:
Escola pública:        842 pessoas
Escola particular:    295 pessoas
total do mês:         1.137 pessoas

Setembro:
Escola pública:        391 pessoas
Escola particular:    410 pessoas
total do mês:            801 pessoas

Outubro:
Escola pública:        631 pessoas
Escola particular:    321 pessoas
total do mês:            952 pessoas

fonte: relatórios mensais do NUAPE

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Você sabia...

Os principais direitos dos povos indígenas estão definidos nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal do Brasil de 1988. Além disso, o Brasil é signatário de importantes instrumentos internacionais visando a garantia dos direitos indígenas, como a Convenção n° 169 sobre povos indígenas e tribais em países independentes da Organização Internacional do Trabalho, e a Declaração Internacional dos Direitos Indígenas, da Organização das Nações Unidas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Kayapó participam de Oficina Audiovisual no MI



O Projeto de Documentação de Culturas Indígenas - PRODOCULT está realizando mais uma oficina audiovisual. Desta vez, a iniciativa é destinada aos Kayapó da aldeia Moikarakô, situada em Marabá (PA).

A oficina começou na sexta-feira (14/10) e vai até 21/10. No treinamento serão editadas as filmagens feitas pelos índios durante a Festa Bemp, cerimônia de nomeação masculina. Participam da oficina os índios Axuapé Kayapó, Pawire Kayapó e Bepunu Kayapó, com a coordenação do pesquisador André Demarchi. À frente dos trabalhos está o documentarista Celso Renato Maldos.
Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do rio Xingu. A língua falada pertence à família lingüística Jê, do tronco Jê, havendo diferenças dialetais entre eles. Estima-se uma população de 6300 pessoas (dado de 2000). Além das 19 comunidades que mantêm contato com a sociedade envolvente, sabe-se de três ou quatro pequenos grupos isolados.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A agricultura e a medicina Guarani

Os Guarani são eminentemente agricultores. Plantam roças familiares e costumam ter, próximas as casas, árvores frutíferas como abacateiro, bananeira, limoeiro, etc.
Para as roças são utilizados, em média 3 hectares ao ano em sistema de rodízio e, nelas, plantam batata doce (djety’i), mandioca (mandio), milho (awati) de diversas qualidades, amendoim (manduvi) e feijão (kumandá).
Na Mata Atlântica, os Guarani coletam inúmeras espécies vegetais, utilizadas na preparação de chás e infusão de uso medicinal e ritual. Além dessas plantas, algumas famílias mantêm pequenos canteiros, junto às casas, com outras espécies para preparação de remédios. Tais mudas são trazidas de outras aldeias ou trocadas com parentes.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A casa Guarani

A aldeia Guarani é formada por pequenos núcleos, dispersos pela área, compostos por duas ou mais casas. As moradias abrigam famílias nucleares (pais e filhos), que são parentes de quase todos os outros membros da aldeia.
A atividade religiosa tem lugar na Casa de reza ou Opy. Sua diferença em relação à uma casa de moradia reside na ausência de divisões de ambientes e em sua total vedação com barro, impedindo o surgimento de brechas pelas quais podem ter acesso espíritos indesejáveis. Na Opy são ouvidas as belas palavras (porahei) proferidas pelos xamãs, e realizados rituais como o batismo do milho, funerais, rituais de cura, etc.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Os Guarani e a natureza

Para os Guarani, um bom lugar para viver é uma região de mata. Conhecem, profundamente, todos os recursos que a floresta pode lhes oferecer e dela tiram quase tudo que necessitam. No Estado do Rio de Janeiro, 200 Guarani estão em Bracuí e em Parati-Mirim, Parati, na serra, em meio à Mata Atlântica. Mas estes pontos são estratégicos, porque, embora na serra, os índios podem ver o mar. Este é o último destino desejado por um Guarani; atravessar o mar, pois além dele está a Terra sem Mal, um paraíso mítico que se pode alcançar em vida, desde que cumpram as determinações divinas transmitidas pelos xamãs.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um pouco sobre a cultura Guarani

Os Guarani somam, hoje, aproximadamente, cinco mil pessoas em território brasileiro. Quando da chegada dos portugueses, os Guarani ocupavam uma região que se estendia pelo litoral de Cananéia até o rio Grande do Sul. Hoje ocupam o litoral do Estado do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, além de áreas na Argentina, Paraguai e Bolívia. Tais regiões estão associadas ao seu território tradicional e outras, como o litoral de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, têm ocupação mais recente, decorrente de um fluxo migratório iniciado no século XIX.  
Há três subgrupos Guarani: os Kaiowá ( principalmente em Mato Grosso do Sul), os Nhandeva (Paraná e São Paulo) e os Mbyá ( entre eles, os do Estado do Rio de Janeiro).
A relação que os Guarani estabelecem com a natureza, os espíritos e os seres humanos (Guarani ou não) é orientada por um conjunto de regras e normas de conduta. São elas que compõem a estrutura das relações sociais (entre as pessoas) e cosmológicas (com os espíritos e o sobrenatural), denominada nandereko, que pode ser traduzido como nosso modo de ser.
Para viver conforme seu nandereko, os Guarani precisam se assentar sobre um lugar que reúna algumas condições básicas. A escolha do espaço é feita segundo a orientação dos deuses, que a transmitem aos xamãs (rezadores). Nesse lugar, organizam sua aldeia, que chamam tekoa onde podem plantar, pescar, caçar e coletar todos os materiais que necessitam para fazer suas casas, cestos, arcos, etc. No tekoa materializam sua tradição cultural, isto é, suas relações de parentesco, de rezar, de brincar, enfim, de viver.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Exposição Maxakali na UERJ

Visite a exposição itinerante Maxakali, do Museu do Índio na UERJ. A mostra reúne oito painéis , além de dez fotos expostas nas paredes e no piso do ambiente expositivo.Também integra a exposição,a coleção Linhas Encantadas,que inclui bolsas, puçás e vestidos feitos pelos Maxakali.
Até 23 de setembro.
As aldeias Maxakali estão situadas no nordeste de Minas Gerais, próximas à fronteira com a Bahia. Os Tikmu'un - como se autodenominam os Maxakali - falam uma língua do tronco Macro-jê.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O QUE É UM MUSEU?

É uma instituição onde acontece a relação da sociedade e seu patrimônio cultural. Os museus coletam, conservam, pesquisam e divulgam o patrimônio histórico, cultural, ambiental e artístico das sociedades.
O museu tem a função de preservar as heranças deixadas pelo ser humano ao longo de sua história, para que todos possam conhecê-las e também sirva para a compreensão das culturas.
O museu é também, um espaço que visa a educação e o lazer dos que o procuram.




           



Referências:
Folheto Educativo da REM- Goiás: EU E O MUSEU
Folheto Museu Paulista

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Você sabia...

Com a Constituição de 1988, os povos indígenas conquistaram o direito de viver de acordo com suas culturas, que devem ser respeitadas e valorizadas, assim como lhes foi garantido o direito de utilizarem suas línguas maternas, por meio do ensino bilíngue, de terem respeitados seus processos próprios de aprendizagem, o direito a terem suas terras demarcadas e protegidas, de receberem atendimento diferenciado à saúde, entre outros.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sobre os Wajãpi

Os índios Wajãpi, um povo de língua e tradição cultural tupi-guarani, vivem no estado do Amapá, numa região de serras e florestas. Sua terra foi demarcada e homologada em 1996. São 550 pessoas, distribuídas entre 40 aldeias.
Publicações sobre a casa, a pintura corporal e o artesanato produzido pelos Wajãpi podem ser consultadas na Biblioteca Marechal Rondon.  Para as crianças, foi criado um roteiro especial, com brincadeiras ambientadas nas aldeias e florestas dos índios da Amazônia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Museu do Índio promove Oficina Marubo


O Museu do Índio promove,de 12 a 21/09, na sua Galeria do Arte, a Oficina “Conversas Sobre Patrimônio Cultural”,destinada aos 10 Marubo da Terra Indígena Vale do Javari (AM). A iniciativa , do Serviço de Estudos e Pesquisas , faz parte do projeto "Ainvorsin Mëti", que visa a valorização da cultura material do Povo Marubo. Debates, visitas guiadas às exposições do MI  e mostra de vídeos são algumas atividades que serão promovidas durante a oficina.

Com uma população de cerca de 1700 indivíduos, os Marubo vivem em aldeias da Terra Indígena do Vale do Javari (AM). A língua falada se inclui na família Pâno.


http://museudoindio.gov.br/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quem são os irmãos Villas Boas

                                                            



A primeira expedição realizada na região do alto Rio Xingu ocorreu em 1884, chefiada pelo alemão Karl von den Steinen. Só na década de 1940, no governo do presidente Getúlio Vargas, a região começou a ser sistematicamente visitada e explorada. Foi organizada a Expedição Roncador-Xingu, que percorreu regiões inexploradas do Brasil central com o objetivo de desbravá-las, abrindo estradas e construindo campos de pouso de emergência. Como conseqüência da II Guerra Mundial, nacionalistas temiam que houvesse um deslocamento de colonos europeus para o interior do Brasil e a ação da Expedição visava à defesa da região.

Os irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo Villas Boas foram membros da Expedição. Eles dedicaram-se ao contato amistoso e à proteção dos índios que viviam nas cabeceiras do Rio Xingu. Paulistas, oriundos de uma família de classe média, tinham um irmão mais novo, Álvaro, que, embora não os tenha acompanhado ao Xingu, foi funcionário do órgão indigenista oficial, chegando a ser presidente da Funai, na década de 1980.

Em 1944, a Expedição Roncador-Xingu contatou o povo Xavante, ainda hostil. Dois anos depois, estabeleceu contatos pacíficos com cerca de 14 povos do alto Xingu, de grande diversidade cultural, lingüisticamente representantes das Famílias Tupi, Aruak, Karib e Jê. Estes povos, que continuavam vivendo da mesma forma que Steinen os encontrara no século XIX, tinham sofrido um decréscimo populacional sensível, devido aos ataques violentos de gripe, disenteria e outras doenças infecciosas, que começaram a invadir a região cerca de 30 anos antes. Teriam sido contagiados, aparentemente, porque alguns grupos de índios, deslocando-se pelos rios, haviam encontrado colonos brasileiros ao longo do Rio Paranatinga e em outros lugares.


Mantendo contato com Rondon e com outros indigenistas, os irmãos Villas Boas decidiram permanecer no Xingu e desenvolver aí um programa positivo de proteção aos índios, buscando assegurar-lhes uma base territorial onde pudessem manter seus modos tradicionais de organização social e de subsistência econômica, além de fornecer-lhes assistência médica contra doenças exógenas. Os irmãos defendiam a criação de reservas e parques indígenas fechados, que funcionassem como uma espécie de tampão protetor e seguro entre índios e sociedade brasileira. Eles achavam que o processo de integração dos povos indígenas na sociedade nacional deveria ser gradual, de forma a garantir a sobrevivência física, as identidades étnicas e os estilos de vida de cada um daqueles povos.

Em 1952, a questão foi levada a debate junto à Presidência da República e foi elaborado um documento legal solicitando a criação do Parque Nacional Indígena do Xingu, ocupando grande extensão de terras da parte setentrional do estado de Mato Grosso. Este seria o primeiro parque indígena do Brasil. Era visto como uma experiência incomparável de proteção aos povos indígenas e a seus habitats naturais contra os perigos representados por uma sociedade que estava vivendo um período de rápida e drástica transformação econômica e social. Os irmãos Villas Boas foram nomeados para serem seus primeiros diretores, e o Parque foi colocado sob a responsabilidade conjunta do SPI, do Museu Nacional (RJ), do Instituto Oswaldo Cruz, do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e do Instituto Histórico e Geográfico do Mato Grosso.

Depois de sofrer sérias ameaças, entre elas uma tentativa do governo do Estado de Mato Grosso de fornecer concessões de terras do Parque a companhias e especuladores imobiliários, bem como uma epidemia de sarampo que quase dizimou toda a população da área, o Parque foi criado oficialmente em 19 de abril de 1961, quando o Congresso Nacional aprovou o Decreto nº 50.455, estabelecendo suas fronteiras legais. Em todo esse processo, a atuação dos irmãos Villas Boas junto à opinião pública e aos órgãos governamentais foi decisiva. Dessa forma, lograram conseguir que o governo brasileiro tomasse as medidas necessárias à retomada dos territórios irregularmente concedidos pelo governo do estado e ao combate à epidemia de sarampo e outras doenças que ameaçaram a população do Parque.

Durante vários anos os irmãos Villas Boas estiveram à frente do Parque Nacional do Xingu. Sua atuação teve muitos aspectos positivos e outros nem tanto. Organizaram um programa sistemático de saúde pública, vacinações e assistência médica para os índios, colocando sob controle quase todas as doenças epidêmicas e favorecendo o crescimento populacional. Entretanto, ao fornecerem aos índios do Xingu uma ampla gama de ferramentas e de bens materiais, provocaram algumas mudanças nas relações, no interior das sociedades indígenas, entre elas havendo, por exemplo, um decréscimo na produção artesanal nativa e um movimento paralelo de substituição do comércio entre os vários povos por uma maior dependência econômica destes em relação ao Posto Indígena, sede do Parque. Outra mudança importante foi a diminuição do poder dos chefes e um aumento correspondente do poder dos funcionários que trabalhavam no Posto Indígena. Ainda assim, as inovações introduzidas gradualmente pelos irmãos Villas Boas não chegaram a ter efeitos destrutivos no que diz respeito à coesão social de cada um daqueles povos. Por outro lado, as medidas sanitárias preventivas que adotaram e o controle que mantiveram das relações entre índios e estranhos ao Parque foram fundamentais para garantir sua sobrevivência.


http://www.funai.gov.br/


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Da mandioca ao beiju

                                                                     
 A mandioca é a base da alimentação de muitos povos indígenas. Com a mandioca faz-se o beiju, prato importante no dia-a-dia e, também, em rituais e cerimônias.

Há dois tipos de mandioca: a mansa ou doce (Manihot aipi), também conhecida como aipim ou macaxeira e, a mandioca brava (Manihot utilisima) ou amarga, que é venenosa.

Entre os povos indígenas, esta espécie é usada na produção de farinha e, portanto, do beiju.

Eles têm o conhecimento de como retirar todo o veneno e torná-la comestível. Para a produção de farinha, a mandioca brava é descascada, lavada, ralada e espremida numa esteira, como fazem os Kuikuro do Parque Indígena do Xingu, ou no tipiti- longo tubo trançado em palha- como os Apurinã (AM).

No Xingu, depois de retirado todo o sumo, são formados bolos com a polpa da mandioca que são secos ao sol. Os bolos são, então, triturados e peneirados, tornando-se farinha que é espalhada sobre um torrador, no fogo, e está pronto o beiju.



                                                                                            
    

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jogos tradicionais indígenas

O povo Xikrin, da Terra Indígena Xikrin do Kateté, no estado do Pará, irá promover, este ano, a primeira edição dos Jogos Tradicionais Indígenas. O evento será realizado de 20 a 27 de outubro, na aldeia Djudjêkô. A data foi escolhida por ser aniversário da criação da aldeia pelo Cacique Botiê Xikrin.

De acordo com um dos organizadores, Bemajti Xikrin, o principal objetivo é “resgatar os valores e a história de nossos ancestrais. Acreditamos que os jogos funcionam como um momento de prazer, de competição saudável, na busca de auto-estima e na reafirmação da identidade de cada indígena”, relata Bemajti.

Serão realizados os seguintes jogos, nas modalidades masculino e feminino: Cabo de Guerra, Corrida 5.000m e 100m, Canoagem, Futebol, Lança, Natação e Pintura Corporal, que será avaliada por jurados. O Arco e Flecha será apenas para homens.

Durante as competições, haverá exposição de artesanato e festas culturais, com danças, cantos e culinária dos povos participantes. Além dos atletas Xikrin, também participarão representantes do povo Mebêngokré e do povo Gavião. Atletas de outros povos indígenas que quiserem se inscrever devem entrar em contato com as associações do Povo Xikrin Porekrô, pelos telefones (94) 3322-1020 ou 3322-1347), e do Povo Kakarekré, no (94) 3322-5760, com antecedência de no mínimo 7 dias, de forma que os organizadores possam providenciar alojamento.

Interessados em assistir os jogos devem entrar em contato com a Coordenação Regional da Funai em Marabá, com antecedência mínima de 20 dias, a fim de obter a autorização de entrada em terra indígena. Os números são: (94) 3322-1799 e 3322-3183.

http://blogdafunai.blogspot.com/2011/09/povo-xikrin-realiza-jogos-tradicionais.html

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O preparo do açaí nas aldeias indígenas


                                                                  


 Os açaizais são nativos em praticamente toda a faixa central da Amazônia brasileira, crescendo junto aos cursos d'água, ocorrendo desde o Maranhão (onde se chama "jussara") até o Acre.

Em palmeiras finas e em touceiras chegam a alcançar 10 metros de altura, produzem seus frutos em cachos, que amadurecem na estação seca. Há duas variedades, o açaí - Euterpe olerácea - preto e o branco.


Seu modo de preparo manual, em quantidades relativamente pequenas, tal como é feito em geral nas aldeias, requer que os pequenos frutos sejam colocados imersos em água quente para amolecer a polpa.
Algum tempo depois, os frutos são amassados com as mãos ou com o auxílio de uma garrafa: a massa misturada com água potável é, então, peneirada para a obtenção do "vinho", pronto para o consumo.


Não é necessário derrubar a palmeira para extrair os seus frutos, do açaí pode-se obter, também, um execelente palmito. Só, recentemente, o consumo do açaí vem se popularizando nos centros urbanos do Cnetro-Sul do País, onde sua polpa chega congelada, dada a distância dos locais onde é coletado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Narração de lendas Karajá no MI



O Museu do Índio oferece sessões de contação de histórias Iny Mahãndu (TO), etnia conhecida como Karajá. À frente da iniciativa está a atriz e narradora peruana Rosana Reategui, que é, também, pesquisadora de lendas indígenas latino-americanas. Uma vez por mês, a narração será realizada pela atriz Luciana Zule e grupo Mosaico.

O evento "Era uma vez lá no fundo do rio...", promovido pelo Serviço de Atividades Culturais do MI, acontece no Jardim do Museu, sempre aos domingos, às 16h, com entrada franca. Cada encontro tem duração de 50 minutos e inclui a narração de quatro histórias destinadas ao público infantil. Durante a atividade, os participantes tem a oportunidade de conhecer as lendas e os costumes do povo Karajá, habitante da Ilha do Bananal, em Tocantins. As histórias são contadas, de forma interativa, ao som da flauta e da sonoplastia do músico Rudi Garrido.

De acordo com a atriz, Rosana Reategui, a atividade é uma importante ferramenta para aproximar, de forma lúdica, o público infantil de realidades e culturas que fazem parte da identidade do país, proporcionando, assim, maior compreensão e respeito aos diferentes modos de vida.

Museu do Índio
Evento: “Era uma vez lá no fundo do rio...”
Data: sempre aos domingos, até 27 de novembro de 2011
Horário: 16h
Entrada franca
Endereço: Rua das Palmeiras 55 - Botafogo - Rio de Janeiro

http://museudoindio.gov.br/
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sobre o Museu do Índio

O Museu do Índio utiliza modernos recursos museográficos, competindo, assim, com os mais badalados museus do Brasil e do mundo. Tornou-se referência para o público interessado na questão indígena, através do permanente registro das informações de seu acervo, divulgadas nas suas bases de dados e nas suas publicações.
Mais do que abrigar, O Museu do Índio objetiva conservar-através da criação de laboratórios e modernização das reservas técnicas-, pesquisar e comunicar o seu rico acervo. São 14 mil peças etnográficas, 16 mil publicações especializadas em Etnologia e áreas afins, 80 mil imagens em diversos suportes, parte já digitalizada e armazenada em CD-ROMs, 500 mil documentos textuais de valor histórico para a comprovação dos direitos indígenas sobre suas terras, além de suas centenas de filmes, vídeos e gravações sonoras.
Mais exposições e maior circulação dos acervos museológicos. A instituição considera essa proposta importante para conhecer esses acervos e para a formação de público. Exposições de peças e fotos, cursos, palestras, atividades educativas para estudantes, seminários, mostras de filmes e vídeo, entre outros eventos, fazem parte da rotina do Museu, além de serviços como o empréstimo de material audiovisual e mostras fotográficas e etnográficas para escolas e instituições. Inserem-se aí projetos em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, alcançando os 730 mil estudantes da rede municipal.
Os projetos da instituição buscam associar entretenimento, educação e estudo. E, dessa maneira, proporcionar um maior contato com o público divulgando a presença dos índios na sociedade brasileira.

A importância do cultivo do milho para as tribos indígenas

                                         

                                                                             

No Brasil, praticamente todos os povos indígenas cultivam o milho e cada um deles tem um conjunto de sementes de variedades que lhes são próprias e fazem sempre um grande esforço para preservá-las.

Os povos Tupi no Brasil valorizam muito o seu cultivo. Também os povos Jê do Brasil Central- como os Xavante e os chamados Kaiapó- têm sua agricultura fortemente baseada no cultivo de milho, que requer "terras pretas" de boa qualidade.

No calendário anual, muitos povos realizam rituais para marcar o plantio ou a colheita do milho verde. Assim, enquanto para os povos Tupi o milho branco é o mais importante devido as suas relações simbólicas com a vida dos ancestrais e à herança de Maíra, o heroí civilizador, as variedades de milho vermelho e preto são muito valorizadas pelos Xavante e Kaiapó, por exemplo.

Os Asurini do Xingu tem no milho o produto básico de sua alimentação, consumindo-o o ano todo. O mingau de milho fermentado faz parte da refeição riual de diversas cerimônias Asurini. O ritual do turé é o mais importante e se inicia na época da colheita das primeiras espigas de milho.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cinco Rikbaktsa participam de Oficina no MI

A Oficina Rikbaktsa , que acontece no Museu do Índio, promoveu nesta terça-feira(22/08) diversas atividades. Pela manhã, os índios participaram de treinamento com o tema “Qualificação do Acervo Rikbaktsa”, com Ione Helena Pereira Couto (MI) e Maria José Novelino Sardella(MI). Na parte da tarde, a designer Simone Mello(MI) apresentou, aos participantes, os mini-sites Rikbaktsa, disponibilizados do Portal do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas- PROGDOC. Depois, os foi realizado encontro com o tema “Vivência em Expografia”, com a finalidade de debater com os índios propostas para a montagem da próxima edição do Projeto Índio no Museu, que será dedicada à etnia. Também participou do encontro a lingüista e coordenadora Rikbaksa do Programa de Documetação de Línguas Indígenas – PRODOCLIN, Léa Silva.
Os Rikbaktsa
Com uma população de cerca de 1320 pessoas, os Rikbaktsa vivem na bacia do rio Juruena, no noroeste do Mato Grosso, em duas Terras Indígenas contíguas - a TI Erikpatsa e a TI Japuíra. Mais ao norte, está situada, ainda, a TI do Escondido, localizada na margem esquerda do rio Juruena. A família lingüística da etnia pertence ao tronco Macro-Jê.

NUCOM/MI
22/08/2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O cultivo do guaraná


                                                                     


O guaraná- Paullinia cupana- é uma planta nativa da região das terras altas da Bacia do Rio Maués-Açu, precisamente onde é o território tradicional dos Sateré-Mawé, que integram o tronco linguistico Tupi e que habitam a região do médio Rio Amazonas e Pará.

O uso do guaraná é muito comum entre os povos indigenas do vale do Rio Negro e do sul da Venezuela.

Os Sateré-Mawé se vêem como os inventores da cultura do guaraná , isto é, que transformaram uma trepadeira silvestre em planta cultivada.

Além de cultivarem o guaraná , os Sateré também criaram um processo para preparar uma bebida a partir das sementes. Elas são torradas e amassadas no pilão, misturadas com farinha de mandioca até formar uma pasta que, aos secar, transforma-se no bastão de guaraná, duro, marrom ou amarelo açafrão.

Ralado no água, no interior da cuia, fornece o sapó, bebida do dia-a-dia, ritual e religiosa dos Sateré-Mawé.




Comunidades indígenas do Ceará ganham acesso ao voto

Publicado em 22 de agosto de 2011
Silvania Claudino - Repórter


O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) assinou convênio com a Funai para instalação de seções eleitorais

Crateús. As primeiras eleições gerais do Brasil ocorreram em 1821, para escolha dos políticos que ocupariam a Câmara dos Deputados. Mulheres, negros, índios, assalariados, soldados e menores de 25 anos não tinham direito a voto. O processo eleitoral era feito num complexo sistema em que só votavam os eleitos da comarca. Bem mais para frente, no Império, vieram os tempos dos "coronéis", que faziam valer o seu poder na base da violência. E mais recente o conhecido "voto de cabresto". Só em 1932 foi instituído o voto secreto e o direito às mulheres votarem. E em 1985, com o restabelecimento das eleições diretas, foi garantido também o direito de voto aos analfabetos e aos maiores de 16 anos. Essas considerações mostram os avanços eleitorais no País, no que concerne ao direito ao voto. Dentro desse contexto, as comunidades indígenas deste Município e região comemoram mais um avanço: o acesso ao voto.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) assinou convênio com a Fundação Nacional do Índio (Funai) para instalação de seções eleitorais especiais em comunidades indígenas, na semana passada. A medida valerá a partir das próximas eleições no Estado, que é o primeiro a tornar esse sonho das lideranças indígenas em realidade. Dos 14 Municípios do Ceará que receberão as 21 urnas, de acordo com levantamento preliminar do Tribunal, 6 são desta região: Crateús, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Tamboril, Poranga e Quiterianópolis. Os demais são Aquiraz, Aratuba, Canindé, Caucaia, Itapipoca, Itarema, Pacatuba e São Benedito. As seções eleitorais serão instaladas nas comunidades indígenas com, no mínimo, 20 eleitores aptos a votar. Segundo dados da Funai, existem hoje no Ceará 89 comunidades indígenas, em 17 Municípios, onde residem cerca de 22.500 pessoas, das quais 14 mil estariam aptas a votar.

"É um grande avanço e uma bandeira de luta nossa antiga. Vai facilitar o acesso ao voto, pois muitos deixavam de votar devido ao deslocamento para sessões, às vezes, distante das nossas comunidades", ressalta o índio Renato Gomes, liderança potiguar no Município. Renato é coordenador da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme) e suplente de vereador em Crateús, onde ano passado assumiu uma cadeira na Câmara Municipal por alguns meses. Ele esteve presente à solenidade de assinatura do convênio.

Helena Gomes, mãe de Renato, diretora da Escola Raízes Indígenas e conhecida na região como lutadora pelos direitos dos povos indígenas, demonstra sua alegria com o convênio. "Uma ação importante porque vai se concretizando e confirmando a existência dos povos indígenas no Ceará. Recebi como uma reafirmação e reconhecimento à nossa existência", comemora. Eliane Silva, presidente da Associação Raízes Indígenas dos Potiguaras (Arinpoc), também ficou animada com a notícia. "Vai facilitar a nossa vida e é bom porque passamos a ter direitos como índios", diz.

A Funai dará suporte à Justiça Eleitoral com informações sobre os povos indígenas no Ceará, fornecendo dados sobre quantitativo de índios, localização das comunidades e contatos das suas lideranças e, em parceria com o TRE, auxiliará na indicação dos prédios públicos, preferencialmente escolas indígenas, para a realização dos trabalhos de alistamento, revisão, transferência e instalação das mesas receptoras de votos. Segundo o censo de 2000, do IBGE, 734 mil pessoas (0,4% dos brasileiros) se auto-identificaram como indígenas, um crescimento absoluto de 440 mil indivíduos em relação ao censo de 1991, quando apenas 294 mil pessoas (0,2% dos brasileiros) se diziam indígenas. Apesar do alistamento eleitoral não ser obrigatório para os indígenas, a participação deles vem aumentando. Em Crateús, há 2.207 descendentes de indígenas, de acordo com dados da Funai (2007), representados em cinco povos: Potiguara, a maior com cerca de 1.200 índios, Tabajara, Kalabaça, Kariri e Tupinambá.

A Lei

A medida está regulamentada na Resolução nº 434/2011, aprovada pela Corte do TRE-CE, em abril deste ano.

MAIS INFORMAÇÕES

Funai - Coordenação Regional - Rua Abílio Martins, 805
Bairro Parquelândia - Fortaleza/CE
Telefone: (85) 3223.5493


http://www.museudoindio.gov.br/template_01/default.asp?ID_S=29&ID_M=1004

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

POR DENTRO DOS FATOS V


CAIXINHAS GUARANI
Caixinhas de material reciclado confeccionadas por Tupã Ra’y, Guarani da aldeia de Boa Esperança no estado do Espírito Santo.
As caixas têm dimensões de 5 x 6cm e 5x 3,5cm
Se você estiver interessado nesse trabalho entre em contato:
Tupã Ra’y(Alberto Álvares)
 021-9561-6755


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cinco Rikbaktsa participam de Oficina Audiovisual no MI




O Programa de Documenta-ção de Culturas Indígenas  - PRODOCULT, do Museu do Índio está realizando mais  uma oficina audiovisual. Desta vez a iniciativa  é destinada aos Rikbaktsa (MT). As aulas começaram nesta terça-feira (16/08) e vão até 24/08. Durante o treinamento serão editadas as filmagens do cotidiano nas aldeias Rikbaktsa, feitas pelos índios, a partir outubro de 2010. À frente do treinamento está o documentarista Celso Renato Maldos. Participam da oficina os Rikbaktsa Leonardo Hirikmy, Geovane Kumy, João Tsaputai, Eriberto Nabita e Maristela Imye. A coordenação é da antropóloga do PRODOCULT, Adriana Athila. O material produzido vai ser apresentado em exposição no Museu do Índio.


Os Rikbaktsa
Com uma população  de certa de 1320 pessoas,  os Rikbaktsa vivem na bacia do rio Juruena, no noroeste do Mato Grosso, em duas Terras Indígenas contíguas - a TI Erikpatsa e a TI Japuíra. Mais ao norte, está situada, ainda, a TI do Escondido, localizada na margem esquerda do rio Juruena. A família lingüística da etnia pertence ao tronco Macro-Jê.

NUCOM/ MI
16/08/2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

POR DENTRO DOS FATOS IV




ATIVIDADES DO NUAPE EM JULHO 2011

v     Cadastramento de 10 novas escolas no sistema de agendamento do Museu do Índio
v     Agendamento de 24 visitas escolares
v     Cancelamento de 2 visitas escolares
v     Recebimento de 9 ofícios solicitando gratuidade
v     Atendimento de 564 visitantes entre estudantes, professores e acompanhantes (tabela abaixo)
v     Confirmação de presença de 7 alunos ao MI (carimbos)
v     Atendimento de 60 pessoas por telefone
v     Atendimento presencial de 21 pessoas
v     Processamento de 8 relatórios diários de visitação escolar
v     Fechamento de 4 relatórios semanais das escolas visitantes no período em questão
v     Processamento de 586 escolas no período de janeiro a junho para fins de estatística de público, por faixa etária e bairro
v     Organização dos arquivos digitais do SEPA/SEAC no “G”(servidor) do Museu do Índio

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mawaca se apresenta em Rondônia com “Cantos da Floresta”

Segunda-Feira , 15 de Agosto de 2011 - 9:17
O grupo paulistano Mawaca realiza uma turnê pela Amazônia com 6 apresentações e oficinas musicais nas cidades de Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná em Rondônia; Rio Branco no Acre Manaus e Manacapuru no Amazonas. o grupo apresentará músicas de diferentes povos indígenas em parceria com os próprios indígenas em cada cidade que aportar. Tanto as apresentações como as oficinas contarão com a presença de grupos indígenas que terão suas músicas interpretadas como os Paiter- Suruí, Ikolen-Gavião, Zoró e Karitiana (RO), Kaxinawá (AC), Kambeba e Comunidade Bayoroá (AM) formada por indígenas Baré, Desano, Piratapuya, Tariano, Tukano e Tuyuka.
Saiba mais http://www.museudoindio.gov.br/template_01/default.asp?ID_S=29&ID_M=998

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas no MI




O Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08) foi comemorado com apresentação do Coral Mbya Guarani, grupo formado por crianças e jovens da Terra Indígena Bracuí, município de Angra dos Reis/ RJ.

Os Mbya Guarani, povo indígena que habita, hoje, o Estado do Rio de Janeiro, doaram mudas de palmeiras juçara para replantio na calçada do MI, em Botafogo. As mudas são produto do Projeto de Sustentabilidade das Palmeiras Juçara e Guaricanga nas Comunidades Indígenas do RJ. A iniciativa, desenvolvida pelo Museu do Índio em parceria com a Fundação Banco do Brasil, UNESCO, SAMI e EMATER/ RJ, foi implantada em janeiro deste ano e tem como meta o replantio de 36 mil mudas de Palmeira Juçara no Estado do Rio de Janeiro.
A Palmeira Juçara (Eutherpe edulis) é uma espécie nativa da Mata Atlântica utilizada pelos Guarani na alimentação.

NUCOM/ MI
11/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A banana é cultivada pelos povos indígenas

                                  
                              
Banana figo (Musa sapientium), prata, maçã, ouro, d´água, inajá, roxa, São Tomé, sapo, pacova, Pacovão, nanica são algumas das variedades mais conhecidas.

Praticamente todos os povos indígenas no Brasil cultivam inúmeras variedades de bananas em suas roças, onde têm, em geral, localização destacada.

Os Paraná, grupo Jê em Mato Grosso, plantam os bananais em forma de cruz, cercando o seu plantio. Seus usos culinários são os mais variados, como assadas (pacova) ainda bem verdes.

Já os Marubo, no Vale do Rio Javari (AM), têm na banana pacovão uma de suas bases alimentares mais importantes.

A massa da banana é preparada para engrossar caldos de pedaços de carnes ou de peixes miúdos.

As sopas de banana podem ser pastosas e apimentadas (pimentas verdes, amarelas e vermelhas) ou ainda ter consistência rala, dependendo da ocasião.



                           

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Programa de Artesanato fomenta a arte indígena no Estado

Em Mato Grosso há cerca de 30 mil artesãos inscritos no Programa de Artesanato da Sicme criado para valorizá-los.

Com o propósito de compor estratégias que garantam o papel do artesão na identidade cultural de Mato Grosso, o Governo do Estado por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) criou medidas incentivadoras que desenvolvem a capacidade empreendedora que possibilitam atuar em um mercado competitivo. Poderes Públicos Federal, Estadual, Municipais e demais entidades privadas estão unidas para consolidar um Programa de Artesanato efetivo.

Em Mato Grosso há cerca de 30 mil artesãos inscritos no Programa de Artesanato da Sicme criado para valorizá-los, juntamente com a cultura mato-grossense. Entre eles também estão os artesãos indígenas, como os da tribo Karajá, localizada na aldeia São Domingos, próxima ao Vale do Araguaia. O programa oferece aos profissionais capacitação, apoio para a participação em vários tipos de eventos nacionais e internacionais.

Os Karajás produzem brincos, colares, bonecas de cerâmica, cocares, arcos e flechas, entre outros, porém a peça que está se destacando em feiras e exposições é o banco Karajá, um artesanato fabricado com madeira e tinta retirada da semente da árvore Urucum e seiva da árvore Mirindiba. Essa técnica chama a atenção porque as pinturas são baseadas nas figuras corporais dos membros da tribo.

Mais informações sobre o Programa de Artesanato Mato-grossense podem ser obtidas na própria Sicme, pelo telefone (65) 3613-0002, também no site da Secretaria no endereço www.sicme.mt.gov.br e na Comissão Institucional do Programa de Artesanato Mato-grossense (Cipam), na Travessa Batista das Neves, nº 38, em Cuiabá, pelo telefone (65)3623-3023.

http://museudoindio.gov.br/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Exposição Karajá na UERJ

A exposição “Cerâmica Karajá – a voz visual das mulheres Inã” do Museu do Índio será inaugurada na Galeria Cândido Portinari da UERJ, nesta terça-feira(09/08) às 19h. A mostra vai reunir trabalhos de cerâmica figurativa de mulheres do povo Inã, também conhecido como Karajá.
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã. Entrada franca.  

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

POR DENTRO DOS FATOS III


          Público de Julho/2011                 


No mês de julho o NUAPE recebeu 10 escolas públicas, com 434 visitantes  e 9 escolas particulares, com 130 pessoas.

MI comemora Dia Internacional dos Povos Indígenas



No Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08) o Museu do Índio promove, às 12h, apresentação do Coral Mbya Guarani. O grupo é formado por crianças e jovens da Terra Indígena Bracuí, município de Angra dos Reis/ RJ. A entrada é gratuita.
Os Mbya Guarani, povo indígena que habita, hoje, o Estado do Rio de Janeiro, doaram mudas de palmeiras juçara para replantio na calçada do MI, em Botafogo. As mudas são produto do Projeto de Sustentabilidade das Palmeiras Juçara e Guaricanga nas Comunidades Indígenas do RJ. A iniciativa, desenvolvida pelo Museu do Índio em parceria com a Fundação Banco do Brasil, UNESCO, SAMI e EMATER/ RJ, foi implantada em janeiro deste ano e tem como meta o replantio de 36 mil mudas de Palmeira Juçara no Estado do Rio de Janeiro.
A Palmeira Juçara (Eutherpe edulis) é uma espécie nativa da Mata Atlântica utilizada pelos Guarani na alimentação e na confecção de artesanato.
Anote na agenda:Coral Mbya Guarani da Terra Indígena Bracuí (Angra dos Reis/ RJ)
Dia:  9 de agosto, às 12 horas
Entrada gratuita
Local: Museu do Índio - Rua das Palmeiras 55 - Botafogo / RJ

NUCOM/ MI
05/08/2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Operação Cidadania Xingu promove cultura indígena com acesso a direitos

A Operação Cidadania Xingu vai promover um salto de qualidade para a vida de centenas de indígenas que vivem na região de influência de Belo Monte. Com a emissão de documento de registro civil de nascimento e fornecimento de certidão de atividade rural para inscrição no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), os índios poderão ter acesso a benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, aposentadoria por idade, salário maternidade e auxílio-acidente, na categoria Segurado Especial do INSS.
O mutirão tem um caráter pontual, com o objetivo de impulsionar as ações de promoção de direitos, mas conta com garantia de continuidade. “A Funai tem feito um trabalho constante com o objetivo de combater o subregistro civil, emitindo certidões nas próprias terras indígenas. Esse trabalho continuará após o mutirão, dentro da política de promoção aos direitos sociais indígenas”, garante o diretor de promoção ao desenvolvimento sustentável da Funai, Aloysio Guapindaia.
Agentes da Fundação Nacional do Índio também foram mobilizados para a realização de Oficina sobre Direitos para indígenas que residem em Altamira, integrando as ações do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu. Haverá, ainda, durante a Operação Cidadania, ações para fortalecimento das comunidades indígenas na confecção e na comercialização de artesanatos, na realização de eventos culturais indígenas e na divulgação do patrimônio cultural indígena da região.
Na Operação Cidadania Xingu serão atendidos prioritariamente os indígenas residentes nas áreas urbanas de Altamira, e nas comunidades Gleba Assurini, Garimpo Ressaca, Garimpo do Galo e Ilha da Fazenda. Na cidade de Altamira e entorno vivem cerca de 3 mil indígenas. A Funai tem expectativa de atender a 10% dessa população.
02 de agosto de 2011
http://www.funai.gov.br/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Artista plástico Wajãpi visita o Museu do Índio

Pituco Wajãpi integra o grupo Pintores com a Boca e os Pés, uma sociedade de artistas especiais que, por não possuírem movimentos nas mãos, aprenderam a pintar sustentando o pincel com a boca ou com os dedos dos pés.

Wajãpi é o nome utilizado para designar os índios falantes da língua Tupi-Guarani, que vivem na região delimitada pelos rios Oiapoque, Jari e Araguari, no Amapá. Atualmente, existem 905 índios vivendo em aldeias da etnia.


NUCOM/MI
03/08/2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Telefones do Museu do Índio

Números que agilizam o atendimento ao público

Secretaria do Gabinete - 3214-8702
Secretaria do Gabinete / Fax - 3214-8703
Procuradoria - 3214-8717
Assessoria de Comunicação Social - 3214-8705
Centro de Conservação - 3214-8720
Centro de Conservação - 3214-8733
Centro de Proc. de Dados - 3214-8728
Espaço Artíndia - 3214-8719
Serviço Administrativo / Secretaria- 3214-8706
Serviço Administrativo / Fax - 3214-8707
Serviço Administrativo- 3214-8708
Seção de Atividades Auxiliares, Material e Patrimônio - 3214-8709
Seção de Atividades Auxiliares, Material e Patrimônio - 3214-8710
Seção de Atividades Auxiliares, Material e Patrimônio / Fax - 3214-8711
Seção de Contabilidade e Finanças- 3214-8716
Seção de Patrimônio - 3214-8714
Seção de Pessoal - 3214-8715
Seção de Manutenção - 3214-8723
SICAF - 3214-8712
SICAF / FAX - 3214-8713
Serviço de Arquivos / Protocolo - 3214-8735
Serviço de Atividades Culturais - 3214-8729
Serviço de Atividades Culturais / Agendamento para visitas em grupo - 3214-8730
Serviço de Atividades Culturais / Agendamento para visitas em grupo - 3214-8731
Serviço de Atividades Culturais / Empréstimo de kits etnográficos - 3214-8732
Serviço de Biblioteca - 3214-8725
Serviço de Biblioteca - 3214-8726
Serviço de Biblioteca / Xerox - 3214-8727
Serviço de Estudos e Pesquisas - 3214-8717
Serviço de Estudos e Pesquisas - 3214-8718
Serviço de Estudos e Pesquisas - 3214-8722
Serviço de Museologia - 3214-8736
Serviço de Registro Audiovisual - 3214-8721
Serviço de Registro Audiovisual - 3214-8734
Cantina - 3214-8724
Guarita - 3214-8737

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Jogos dos povos indígenas- Histórico

Mais de 400 atletas, de aproximadamente 29 etnias participaram dos I Jogos dos Povos Indígenas, realizados na cidade de Goiânia - GO. O principal objetivo do evento, ocorrido entre os dias 16 e 20 de outubro de 1996, foi a integração de várias etnias, reunindo a tradição, a sabedoria e os rituais indígenas. Com patrocínio do então Ministério Extraordinário do Esporte e do Instituto Nacional de Desenvolvimento do esporte - INDESP, em parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer de Goiás e com o apoio da FUNAI e do Comitê Intertribal, o projeto foi montado e financiado em apenas dois meses.

Os organizadores, incentivados pelo então Ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, Pelé, percorreram algumas aldeias e se reuniram com as lideranças indígenas para discutir a idéia dos I Jogos. Grandes dificuldades foram encontradas, pois essa foi a primeira vez que várias etnias indígenas se reuniram para um evento de grande porte. Contudo, o sonho dos organizadores, entre eles Carlos Terena, Articulador Cultural e Desportivo Indígena, estava se tornando realidade e eles definiram as modalidades, o local e as etnias participantes.

O então Secretário de Esportes e Lazer de Goiás, Dr. Ricardo Yano, e seus assessores, propuseram a realização dos I Jogos em Goiânia e a cidade foi transformada em uma grande "Nação do Esporte Indígena". No dia 15 de outubro, as delegações chegaram à cidade, foram credenciadas e receberam um kit contendo bolas, camisetas, calções e boné. O ministro Edson Arantes, juntamente com o governador do estado, Maguito Vilela, o ministro da Justiça, Nelson Jobim, e demais autoridades que estavam trabalhando na época, assistiram à abertura do evento no dia 16, quando os índios desfilaram apresentando suas etnias. Nesse dia, uma atleta Terena foi chamada para cantar uma estrofe do Hino Nacional em Português e uma Kaingang cantou em sua língua materna.

Um grande público, proveniente da própria cidade, prestigiou o evento durante todos os dias e ficou impressionado com os corpos coloridos dos índios. As competições começaram com o futebol de campo e o voleibol, modalidades disputadas na manhã do dia 17 de outubro, no Estádio Olímpico Pedro Ludovico e no Clube Ferreira Pacheco. A natação foi disputada de maneira não tradicional, sendo realizada em piscina, para medir a velocidade dos competidores.O atletismo, modalidade não tradicional dos índios, também figurou no programa do evento. As modalidades tradicionais indígenas foram a canoagem, realizada no Clube Jaó, o arco e flecha, o arremesso de lança, as demonstrações de lutas e a corrida de tora.

As etnias presentes nos I Jogos foram Bakairi - MT; Bororo- MT; Fulni-ô - PE; Gavião - RO; Guarani - SP e MS; Guató - MS; Kadiwéu - MS; Kaingang - SP, SC e RS; Kamayurá - Xingu - MT; Karajá - TO e GO; Kaiowá - MS; Krahô - TO; Krikati - MA; Saterê-Maués - AM; Ofaié - MS; Paresi - MT; Terena - MS; Tukano - AM; Xucuru - Kariri - AL; Yawalapiti, Xingu - MT; Kuikuro, Xingu - MT ; Wuará, Xingu - MT; Xavante - MT, Kalapalo, Xingu - MT; Trumai, Xingu - MT; Mehinaku, Xingu - MT; Kaiapó - PA; Javaé - TO; Kanela - MA.

Por cinco dias essas etnias tiveram contato com outros indígenas. Eles levaram de volta às suas aldeias um pouco da cultura das pessoas da cidade e uma noção da diversidade cultural do Brasil.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Curso de férias 2011 no Museu do Índio

'História Indígena na Fronteira Sul do Brasil'' foi o tema da palestra de abertura, nessa segunda-feira, 18 de julho, do Curso Dimensões das Culturas Indígenas 2011. O assunto foi apresentado pela historiadora, Dra Elisa Garcia , da Universidade Federal Fluminense / UFF.
As aulas vão acontecer de 18 a 29 de julho, das 14 às 17 horas, ministradas por especialistas da UFF, USP, UERJ, UNIRIO, Museu Goeldi e Prodoclin/Museu do Índio.
Conheça a programação
Primeira semana:
18/07 - 2a. feira – História Indígena na Fronteira Sul do Brasil
Palestrante: Elisa Garcia (Uff)
19/07 - 3a. feira – Documentação de Línguas Indígenas
Palestrante: Mara Santos (Museu Do Índio/Prodoclin)
20/07 - 4a. feira – Terras Indígenas e Cooperação Internacional
Palestrante: Renata Curcio Valente (Museu Do Índio)
21/07 - 5a. feira – Arte Indígena Wayana e Aparaí
Palestra: Lucia Van Velthem (Museu Goeldi)
22/07 - 6a. feira – Mesa Redonda: Índios Documentam suas Culturas
Segunda Semana:
25/07 - 2a. feira – Povos Indígenas no Rio de Janeiro Colonial
Palestra: Marcia Malheiros (Pró-Índio/Uerj)
26/07 - 3a. feira – Contribuições Indígenas às Pesquisas em Etnologia Indígena
Palestra: Dominique Gallois (Usp)
27/07 - 4a. feira – Povos Indígenas da Amazônia no Brasil Colonial
Palestra: José Ribamar Bessa Freire (Uerj/Unirio)
28/07 - 5a. feira – Saúde Indígena: Uma Experiência de Assistência
Palestra: Aldo Lo Curto
29/07 - 6a. feira – Mesa Redonda: Índios Escrevem a História do Brasil

http://museudoindio.gov.br/

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Em cartaz no Museu do Índio

O Museu do Índio tem como uma de suas missões divulgar o conhecimento, de natureza material e imaterial, produzido pelos povos indígenas no Brasil.
Exposições com recursos tecnológicos de última geração e atividades culturais são promovidas com a presença de monitores indígenas, dando especial atenção ao público infantil.

Visite nossas exposições e conheça um pouco das culturas indígenas brasileiras.

* Casarão Central: “A Presença do Invisível: Vida Cotidiana e Ritual entre os Povos Indígenas do Oiapoque”
Na mostra, são utilizadas inovações cênicas e tecnológicas que valorizam patrimônios culturais dos povos indígenas que habitam o Norte do Amapá. Entrada: R$3,00.

* Projeto Índio no Museu: a cultura do povo Iny Mahãdu, também conhecido como Karajá, está presente em mostras etnográfica, fotográfica, instalação e vídeos nos espaços expositivos do MI. A etnia é o tema da 3ª Edição do Projeto Índio no Museu.
Entrada gratuita.

Visitação:
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 17h30min.
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.

Visitas para grupos e escolas
Devem ser agendadas de 2ª a 6ª feira, das 9 às 18 horas. Tels.: (21) 3214-8730, 3214-8731 e 3214-8732.


http://www.museudoindio.gov.br/template_01/default.asp?ID_S=5&ID_M=625

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Preservando a língua indígena

As línguas são o repositório de tradições e conhecimentos coletivos e individuais, bem como seu veículo nos processos de transmissão de uma geração para outra. A extraordinária diversidade cultural e lingüística ainda existente no Brasil, especialmente na Amazônia, está ameaçada e sua documentação exige um esforço imediato e coletivo. Hoje, se calcula que o número de línguas indígenas faladas no Brasil deve estar entre 150 e 180. Esta quantidade pode impressionar o grande público, mas é pouco em comparação com as estimativas de que teriam sido mais de 1200 línguas quando da chegada dos Europeus há 500 anos. Nos cinco séculos de conquista e colonização, cerca de 85% dessas línguas se perderam e com elas desapareceram inteiras configurações culturais e muitos saberes.
No contexto mundial e, em particular, sul americano, o Brasil continua sendo o país onde se encontra uma das maiores densidades lingüísticas - ou diversidade genética; é, também, o país onde se encontra a menor concentração demográfica por língua.
Mas, quantas são as línguas faladas por uma população que hoje se estima em 400.000 pessoas, distribuídas em cerca de duzentos grupos étnicos?
Sabemos que elas pertencem a quarenta e uma famílias, dois troncos lingüísticos e que há uma dezena de línguas isoladas (Rodrigues 1993; Stenzel, 2006; Brackelaire e Azanha, 2006), além de duas "línguas crioulas". O número de falantes pode chegar a vinte mil (Guarani, Tikuna, Terena, Macuxi e Kaigang), assim como aos dedos de uma mão, ou mesmo a um único e último falante. A média fica em menos de 200 falantes por língua , mas mesmo entre as poucas línguas que contam ainda com muitos falantes, não há nenhuma que possa ser considerada "segura", ou seja, da qual é possível afirmar que provavelmente será, no final deste século, diariamente usada e transmitida de uma geração a outra. Ao contrário, não são poucos os casos de línguas faladas ou lembradas por somente poucas pessoas, usualmente idosas, e que quase inevitavelmente vão desaparecer dentro de poucos anos. Fatalmente, são muitas vezes estas línguas as menos conhecidas e cujo registro e resgate são pedidos, freqüentemente de modo dramático, pelos descendentes desses últimos falantes.
Não há, então, línguas indígenas "a salvo" no Brasil: são todas línguas minoritárias e dominadas, faladas em contextos submetidos a transformações crescentemente rápidas e profundas.
A situação das línguas no Brasil é típica da situação mundial. O movimento internacional em torno de línguas em perigo de extinção se intensificou com a publicação de um artigo pelo lingüista Michael Krauss (1992), que estimou que 90 % das línguas do mundo estariam em perigo de extinção no século XXI, se não fossem tomadas medidas preventivas.
Por sua vez, a UNESCO vem desenvolvendo, desde pelo menos o final dos anos 1990, programas de proteção da diversidade lingüística por meio dos seus setores de Comunicação e Informação e de Cultura.
Com o desaparecimento das línguas, a ciência perde fontes de evidências para o conhecimento da linguagem humana, bem como do passado, antigo e recente, do povoamento indígena. Um país e a humanidade perdem uma parte essencial do seu patrimônio intelectual, de sua identidade, de sua memória. Quem sai perdendo em primeiro lugar, porém, são as próprias comunidades indígenas, já que uma língua e suas variantes representam um elemento chave da identidade de um povo, veículo de tradições e conhecimentos milenares, razão de auto-estima e de vontade de se perpetuar.

http://prodoc.museudoindio.gov.br/geral.php?ID_S=12                                                              

CURSO DE FÉRIAS 2011

Preparem-se para mais uma edição do tradicional curso Dimensões das Culturas Indígenas
As inscrições já estão abertas.
O tema escolhido para a edição 2011 é “Histórias e Culturas dos Povos Indígenas”. As aulas vão acontecer de 18 a 29 de julho, das 14 às 17 horas, ministradas por especialistas da UFF, USP, UERJ, UNIRIO, Museu Goeldi e Prodoclin/Museu do Índio.
Conheça a programação.http://www.museudoindio.gov.br/template_01/default.asp?ID_S=5&ID_M=885
Vagas limitadas.
Inscrições são feitas na Coordenação de Divulgação Científica, das 10 às 17 h
Taxa de inscrição: R$ 250,00 profissionais – Estudantes R$ 125,00
Tel. (21) 3214-8718
e-mail: divulgacao.cientifica@museudoindio.gov.br

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tikunas no Museu do Índio


 O Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas  promove, no período de 11 a 19 de julho, no Museu do Índio, oficina destinada aos Tikuna (AM). Maria Isabel Cardozo (doutorando do  PPGSA /  IFICS / UFRJ)  coordena a equipe formada pelo pesquisador Samuel Leal.  Arilson Marcos Macedo, Denise Manduca Genésio, Gracinha Pedro Tomas, Jânio Mário José e Quintino Emilio Marques são os cinco Tikunas da Comunidade Campo Alegre (AM), que estão participando da iniciativa. Eles realizaram, ainda, a atividade de qualificação de acervo. Os produtos audiovisuais editados nas oficinas irão compor o acervo digital e o website Tikuna, disponível no site do Museu do Índio.

NUCOM/MI
13/07/2011

História e política indigenista

A Funai e o Estatuto do Índio foram criados num momento histórico em que predominavam, ainda, as antigas e equivocadas idéias evolucionistas sobre a humanidade e seu desenvolvimento através de estágios. Uma ideologia fortemente etnocêntrica. Por isso, a Constituição do Brasil da época estabelecia a figura jurídica da tutela e considerava os índios como "relativamente incapazes".

Mesmo reconhecendo a diversidade cultural entre as muitas sociedades indígenas, a Funai tinha o papel de integrá-las, de maneira harmoniosa, à sociedade nacional. Considerava-se que essas sociedades precisavam "evoluir" rapidamente, até serem integradas à sociedade nacional, o que equivale, na prática, a negar a diversidade.

Ainda assim, o Estatuto do Índio representou um avanço em relação à política indigenista praticada anteriormente pelo SPI. Estabeleceu novos referenciais no que diz respeito à definição das terras ocupadas tradicionalmente pelos índios, bem como o prazo de cinco anos para que todas as terras indígenas do país fossem demarcadas. Prazo que acabou não sendo cumprido.

O Estatuto também assegurou aos índios seu acesso ao quadro de pessoal da Funai, como forma de lhes possibilitar a participação efetiva na implementação de programas e projetos destinados às suas comunidades.

Essa nova política indigenista implantada pelo regime autoritário da ditadura militar continuou ambígua, entretanto, quanto ao reconhecimento da especificidade cultural dos índios, pois propunha-se a proteger as diferentes culturas indígenas ao mesmo tempo em que objetivava sua integração à sociedade brasileira.

Dessa maneira, dava continuidade à arraigada visão evolucionista que sempre norteou as relações com as populações nativas da América, desde a chegada dos colonizadores europeus ao continente. A tutela só reforçou a relação paternalista e intervencionista do Estado para com as sociedades indígenas, mantendo-as submissas e dependentes.

O processo de democratização do Estado brasileiro, durante a década de 1980, permitiu e incentivou a ampla discussão da chamada questão indígena pela sociedade civil e pelos próprios índios, que começaram a se conscientizar e a se organizar politicamente, num processo de participação crescente nos assuntos de seu interesse. Nas discussões e atividades políticas que envolveram o período de elaboração da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, foi intensa a atuação de entidades civis dedicadas à causa indígena, bem como de entidades constituídas pelos próprios índios.

A Constituição de 1988 veio mudar as concepções ideológicas vigentes, na medida em que reconheceu a permanente diversidade e especificidade cultural dos índios. Também legitimou qualquer processo judicial movido por eles através do Ministério Público, que está encarregado de defendê-los judicialmente.

Como conseqüência, a mudança exigia uma reformulação dos mecanismos de ação do Estado com relação às populações indígenas, para adequar-se à nova situação. Mas a demora na regulamentação do próprio texto constitucional e na efetivação das imprescindíveis mudanças continua permitindo e facilitando a permanência da antiga política.

Em seus mais de 30 anos de existência, a Funai passou por diversas reformas administrativas, encontrando-se, hoje, em processo de reestruturação, a fim de cumprir as determinações da Constituição e adequar suas ações de forma a atender melhor às necessidades e aspirações das populações indígenas.

http://www.funai.gov.br/

Fundo Kayapó apoiará projeto indígena na Floresta Amazônica

RIO DE JANEIRO - O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) será o gestor do Fundo Kayapó, criado nesta terça-feira (5) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com objetivo de apoiar projetos de organizações indígenas que se destinem a atividades de conservação de cinco áreas situadas entre os estados do Pará e de Mato Grosso, região onde vivem cerca de 7 mil índios da etnia Kayapó.

O Fundo Kayapó receberá recursos não reembolsáveis, até o limite de R$ 16,9 milhões, oriundos do Fundo Amazônia, que é gerido pelo BNDES. Ele nasce com uma primeira doação, no valor de US$ 8 milhões, divididos meio a meio entre a organização não governamental Conservação Internacional (CI Brasil), que apoia os índios Kayapós desde 1992, e o Fundo Amazônia.

O Funbio será o contratante da operação com o BNDES, disse à Agência Brasil a chefe de Departamento do Fundo Amazônia, Claudia Costa. Além de fazer o repasse dos recursos, junto com a organização CI Brasil, o Funbio cuidará de outras atividades, como governança e a pré-análise dos projetos, que serão formulados pelos próprios indígenas, declarou o gerente do Departamento de Meio Ambiente do banco, Guilherme Accioly.

O apoio do Fundo Amazônia visa a manutenção da Floresta Amazônica em uma área preservada de 10,6 milhões de hectares, 3% do bioma amazônico. A região corresponde a uma área 15% maior do que o território de Portugal, disse Accioly. “É o coração da floresta, em uma área que sofre muita pressão por desmatamento e faz limite com os municípios que mais desmataram, incluídos na lista do Ministério do Meio Ambiente”, destacou Claudia Costa.

O Fundo Kayapó deverá estar estruturado ao longo de 2012. No próximo ano, começarão a ser liberados os recursos provenientes de seus rendimentos para os projetos que forem selecionados por uma comissão técnica e aprovados pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Claudia Costa ressaltou ainda que o fundo é um exemplo de parceria público privada (PPP), na medida em que reúne as organizações não governamentais (ONGs) doadoras, a Funai, o Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos vinculados.

Para o chefe Oro Kayapó, da Associação Floresta Protegida, de Tucumã (PA), iniciativas que venham contribuir para cuidar da floresta e fiscalizar a região são bem-vindas. “Não pode destruir, não pode sujar nem botar queimada. Tem que impedir invasão da área indígena”, disse à Agência Brasil. Na semana que vem, os kayapós vão trabalhar na limpeza de mudas de árvores como jatobá e o mogno na região e necessitam, segundo Oro Kayapó, de um trator de esteira “para limpar a linha seca”.

Guilherme Accioly declarou que o Fundo Amazônia tem R$ 700 milhões em doações contratadas. Com o Fundo Kayapó, a carteira do Fundo Amazônia passa a incluir 17 projetos aprovados, o que abrange ações em 215 municípios, totalizando R$ 217 milhões. Os projetos envolvem um público diferenciado, que vai desde assentados da reforma agrária e pequenos produtores e agricultores familiares, até comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhos, indígenas e extrativistas).
05/07/11 - 20:20

Fonte: site http://www.dci.com.br/

terça-feira, 12 de julho de 2011

Contação de História no Museu do Índio

O Museu do Índio oferece sessões de contação de histórias Iny Mahãndu (TO), etnia conhecida como Karajá. À frente da iniciativa está a atriz e narradora peruana Rosana Reategui, que é, também, pesquisadora de lendas indígenas latino-americanas. Uma vez por mês, a narração será realizada pela atriz Luciana Zule e grupo Mosaico.


O evento "Era uma vez lá no fundo do rio...", promovido pelo Serviço de Atividades Culturais do MI, acontece no Jardim do Museu, sempre aos domingos, às 16h, com entrada franca. Cada encontro tem duração de 50 minutos e inclui a narração de quatro histórias destinadas ao público infantil. Durante a atividade, os participantes tem a oportunidade de conhecer as lendas e os costumes do povo Karajá, habitante da Ilha do Bananal, em Tocantins. As histórias são contadas, de forma interativa, ao som da flauta e da sonoplastia do músico Rudi Garrido.

De acordo com a atriz, Rosana Reategui, a atividade é uma importante ferramenta para aproximar, de forma lúdica, o público infantil de realidades e culturas que fazem parte da identidade do país, proporcionando, assim, maior compreensão e respeito aos diferentes modos de vida.




Museu do Índio
Evento: “Era uma vez lá no fundo do rio...”
Data: sempre aos domingos, até 27 de novembro de 2011
Horário: 16h
Entrada franca
Endereço: Rua das Palmeiras 55 - Botafogo - Rio de Janeiro

http://museudoindio.gov.br/